sexta-feira, 28 de março de 2008

Produtos de exportação

O Brasil tem muitas riquezas naturais. É um país sortudo. Pena que fazemos mau uso da maioria dos recursos existentes aqui. Não sabemos explorar nosso turismo, não sabemos aproveitar de forma sustentável nossas terras, não sabemos sequer tirar proveito para nosso próprio sustento. Pensar numa sociedade pautada no conhecimento é um passo maior ainda. Mas estamos encontrando nosso nicho no cenário da economia internacional, no que tange a exportação de produtos.

Temos dois produtos de exportação imbatíveis. Ninguém consegue fazer e vender melhor que a gente. Ou vocês conhecem algum país que exporte mais caipirinha e mais mulheres que nós?
A caipirinha caiu no gosto do mundo todo. Trabalho com muitos estrangeiros e todos que vem para cá se rendem ao prazer do limão batido com gelo e açúcar na cachaça. Geralmente é a primera palavra que aprendem em português. Numa conversa entre gringos num bar brasileiro, a palavra caipirinha tem presença obrigatória. E hoje já vendem até em pozinho! Chancela de produto de exportação nela.

Mas o que seria da caipirinha se não houvesse as mulheres brasileiras "tipo exportação"? A imagem de um grupo de gringos bebendo caipirinha, ao som do samba cercado por deliciosas nativas e mulatas é algo recorrente às nossas mentes. Infelizmente é isso que pensam da gente. Somos um país de caipirinha, samba e mulatas. E a gente se orgulha disso!

Qualquer reportagem ou matéria sobre o Brasil no exterior tem uma mulata dançando. Quando gringos desembarcam em nossos aeroportos, tem uma mulata para recepcioná-los. E sempre ao som do samba.

Os gringos então pensaram: "Por que não podemos ter esses prazeres em nossas terras?" A caipirinha é fácil. Basta colocar algumas garrafas de cachaça mala. Os outros ingredientes eles encontram lá mesmo. O samba a gente baixa da internet. E as mulheres?

E aí que começa a exportação das brasileiras, suas respectivas bundas e toda sua sexualidade. É por isso que brasileiros são impedidos de entrar na Espanha. É por isso que escândalos sexuais nos EUA tem uma "profissional" tupiniquim envolvida. Não paramos de exportar. Estão espalhadas pelo mundo todo.

Que banana que nada! Um viva aos verdadeiros produtos de exportação e orgulho desse país!

quinta-feira, 27 de março de 2008

Pergunta 2

E se a banda em que você está começasse a tocar em outros tons?

segunda-feira, 24 de março de 2008

Pra rapaziada esperta

Sou um cara pouco sentimental. Na verdade, meu sentimentalismo é quase nulo, mas há algumas coisas que me fazem ficar emocionado. Na maioria das vezes está relacionado à música. E podem ser emoções distintas.

O som de uma guitarra me acerta o cérebro de uma maneira diferente e me traz uma sensação muito boa, difícil de explicar. Assistir a Echoes no DVD Live at Pompeii do Pink Floyd me faz sorrir. Um filme com uma trilha sonora clássica, como em "Quase Famosos", me deixa saudosista. A única coisa em comum a todas elas é que fico realmente emocionado.

Por que estou falando dessa emotividade toda? Porque recentemente assisti ao DVD do show do Barão Vermelho no Rock in Rio de 1985 e me emocionei. Assistir à maior banda de rock do Brasil de todos os tempos em plena forma é uma experiência obrigatória para todos aqueles que apreciam o bom e velho rock 'n roll. Cazuza, Frejat, Guto, Dé e Maurício estão com fôlego total e soltam vários petardos de clássicos da até então curta carreira da banda, para uma multidão, em plena luz do dia.


Cazuza, particularmente, está inspirado, com a corda toda. Já entra no palco berrando, rasgando a voz, arrebenta durante a uma hora de apresentação e termina o show desejando que o dia "amanheça lindo" para aquela "rapaziada esperta". Nada é por acaso. Naquele dia foi eleito, de forma indireta, o primeiro presidente brasileiro não militar depois de mais de 20 anos.

Frejat, com uma pegada bem rock 'n roll, já se mostra um grande guitarrista, um guitarrista de alma (fato que mudou com o tempo). O resto da banda, com Guto Goffi na bateria, Dé no baixo e Maurício Barros no teclado é uma ótima cozinha para os astros brilharem.

Ainda tem o destaque do saxofonista convidado, Zé Luis, que faz uma participação especial. Com um figurino totalmente anos 80, ele não acredita no que está acontecendo e fica totalmente empolgado, o que enriquece bastante sua apresentação e sua performance no palco.

Com todos esses ingredientes, é fácil deixar a emoção tomar conta e misturar um pouco de tristeza por não poder estar lá pela pouca idade na época, com o prazer de assistir a um show de rock de verdade. Show para a história.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Susto

Cheguei hoje de manhã e como sempre faço fui verificar meus emails. Geralmente apago sem ler aqueles que não conheço o autor. Dessa vez resolvi abrir um com o título "Mega agenda de shows". Pensei que se tratasse de alguma coisa no Rio, mas para minha surpresa, era uma lista de shows que ocorrerão em Manaus esse ano.

Entre eles porcarias como Calypso, Charlie Brown Jr., Exaltasamba, Revelação, Capital Inicial. Nada demais. Eu poderia ter desistido, mas segui em frente. Mais abaixo, me deparei com um Emmerson Nogueira. Já estava começando a valer a pena ir até o final.

Daí por diante foi só emoção. Havia uma lista de bandas internacionais!!! Não que isso signifique alguma coisa, mas já quebra a monotonia da cidade. A 1a atração é um show do Gammaray e do Helloween. Depois têm porcarias como Brian Adams e Nightwish. O Scorpions, depois do sucesso do ano passado, voltará com o show acústico. Mas o melhor eu guardei para o final. Whitesnake em Manaus!!! Isso mesmo, a turnê "It's good to be bad" (que nome lindo) vai passar por aqui.

Ainda incrédulo com a notícia, entrei no site oficial da banda para verificar a informação. E lá está, no dia 3 de Maio, na Arena Amadeu Teixeira, Coverdale e sua trupe estarão aqui com o que pode haver de melhor do Glam Rock. É hora de começar a preparar a maquiagem e os cabelos...

terça-feira, 11 de março de 2008

Pergunta 1

Você já achou que estivesse enlouquecendo?

Perguntas

Durante a gravação do Dark side of the moon, Roger Waters fez uma série de perguntas para algumas pessoas a fim de utilizar seus depoimentos e vozes durante as músicas do disco. No meio das faixas é possível ouvir vozes falando coisas de difícil entendimento. São respostas a perguntas referentes aos temas das músicas.

Gostei da idéia e com o intuito de tornar esse blog mais interativo, resolvi colocar semanalmente perguntas aqui. Perguntas vagas, com respostas muito pessoais. Vamos ver se alguém responde. Depois quem sabe eu não junte tudo e escreva sobre o tema...

Dano Cerebral

O lunático está na grama
O lunático está na grama
Lembrando de jogos e corrente de margaridas e risadas
Temos que deixar os doidos continuarem no caminho

O lunático está na sala
Os lunáticos estão na minha sala
Os jornais ficam de rostos colados ao chão
E todo dia o entregador de jornal traz mais

E se a represa quebrar muitos anos antes
E se não houver nenhum quarto em cima da morro
E se sua cabeça explodir com mau presságio também
Eu verei você no lado escuro da lua

O lunático está na minha cabeça
o lunático está na minha cabeça
Você levanta a lâmina, você faz a mudança
Você me re-arruma até eu ficar são

Você tranca a porta
E joga fora a chave
Existe alguém na minha cabeça mas não sou eu

E se a nuvem explodir, trovejar em seu ouvido
Você grita e ninguém parece escutar
E se a banda que você está começa a tocar em tons diferentes
Eu verei você no lado escuro da lua

O lado escuro da lua

Estou terminando de ler um livro sobre a gravação de um dos maiores discos de todos os tempos: The dark side of the moon do Pink Floyd. Os detalhes são destrinchados, as nuâncias explicadas, as passagens esclarecidas.

É muito enriquecedor e uma deliciosa leitura para aqueles que querem entender mais a fundo o disco. O livro serve pra desmitificar todas as mensagens subliminares do álbum. Não tem nada de mais. É apenas um disco que fala de nascimento e de morte e de tudo que acontece entre eles.


Tive algumas idéias ao ler o livro. Vou tentar colocar algumas aqui...

quarta-feira, 5 de março de 2008

Células tronco

O assunto em voga no momento é a utilização de células tronco embrionárias para pesquisa científica no Brasil. A questão está sendo debatida hoje em Brasília e está dando muito pano para manga.

Segundo a ciência, a partir de células tronco, é possível se criar qualquer tipo de tecido existente no corpo humano. Atualmente, já são feitos estudos com células tronco de adultos, mas com resultados não tão bons quanto aqueles esperados com as embrionárias.

As questões religiosas e culturais são as maiores barreiras. Segundo alguns, um embrião, a partir do momento da fecundação, já é considerado um ser humano. Inclusive, na Coréia se conta a idade da pessoa a partir do momento da fecundação (sabe-se lá qual a exatidão desse dia...).

É dado científico que o embrião só passa a ter atividade cerebral a partir do 14o dia. Antes disso ele é apenas um conglomerado de células se multiplicando.

O embrião que está sendo proposto como objeto de estudo é aquele criado in vitro e que não vai ser implantado no útero da mãe. Ou seja, vai ficar congelado para depois de um certo tempo ser jogado fora. Então jogar fora pode, mas estudar não?

Eu sou muito cético em relação a tudo isso e torço pelo progresso da ciência. Minha opinião está dada.

terça-feira, 4 de março de 2008

Uma idéia na cabeça e um computador na mão

Durante as férias, tivemos uma idéia de relacionar algumas das fotos que a gente tirava com letras de músicas para no futuro virarem quadros para casa. Tudo muito bonito mas de difícil execução para quem não tem talento. Foi por isso que eu conversei com a Clarice falando sobre a idéia. Pronto, problema resolvido. Saquem só que maneiro ficou.


Modestamente ela falou que ainda não estava bom, que foi só uma brincadeira e que não teve muito tempo para trabalhar em cima da foto. Eu achei sensacional.

Clarice, muito obrigado!!! Agora eu quero mais. :-)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Jetsons

Comprei uma webcam. Parece a coisa mais normal do mundo, não é? E o pior é que é. Uso ela para falar com meus amigos ao redor do mundo, posso mostrar minha casa para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de conhecê-la pessoalmente, mato a saudade de outros...

Pois é, outro dia me peguei pensando sobre o assunto. Onde nós chegamos? Quando era criança, assistia aos Jetsons e ficava deslumbrado com as maravilhas que o futuro nos traria. Carros que voam, cidades suspensas, robôs empregados, vídeo chamadas. Mas calma aí! Eu já consigo fazer vídeo chamadas. E tudo isso foi possível com uma câmera que me custou 50 reais, comprada em um site da internet.

Que maravilha! Estamos vivendo o futuro! Agora eu quero um carro voador!

Ensaio sobre a verdade

A verdade é um dos maiores problemas do mundo. Ela não faz bem, provoca brigas e guerras, tristezas e desgostos, mágoas e dores. Parece sem sentido? À primeira vista sim, mas com um olhar mais cuidadoso, é possível perceber que tudo isso é completamente lógico.

Vamos direto ao caso mais fácil de verdade que causa estragos. É a verdade que machuca. As pessoas se agarram a algum fato ou aspecto só para ficarem "numa boa". Como cantaria Raulzito: "Convence as paredes do quarto e dorme tranqüilo". Elas tendem a acreditar em coisas que aliviem seus pensamentos, mascarem acontecimentos, que deixem sua consciência tranqüila. Mas a verdade pode colocar tudo isso abaixo, nos acertando o estômago como um soco, acabando com nossa paz interior.

Por isso, a sinceridade aliada à verdade não é bem vista. Em inúmeras vezes é melhor manter-se calado do que deixar que seus pensamentos invadam o mundo. Quem nunca sofreu por uma verdade assim?

Mas esse tipo de verdade chega, causa estrago, e depois vai embora. Como um furacão, deixa seu rastro de destruição. Nada que o tempo não cure ou conserte. Machuca mas não mata.

Existe um tipo de verdade muito pior e que as pessoas dificilmente sabem lidar. É a verdade de cada um. É difícil definir esse tipo de verdade, mas basicamente cada um acredita na sua e, no fundo, todas são corretas de acordo com o ponto de vista.

Pronto!!! "Correto de acordo com o ponto de vista" é um desastre. É como pôquer. Se sua mão está alta, você vai até o final porque acredita que tem um jogo vencedor. Se duas pessoas tiverem jogos altos e forem até o final, uma delas vai se dar muito mal.

Perceberam a analogia com a verdade? Se cada um tem sua verdade e acredita nela piamente, vai haver um confronto de idéias que pode gerar conseqüências graves. E é aí que mora o perigo.

A verdade traz discordâncias, traz a desgraça, pode trazer até a guerra. Por isso, como diria Cazuza: "Mentiras sinceras me interessam".

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Pau de Arara

Assim que chegamos em Pipa, o único passeio que nos foi recomendado pelo dono da pousada foi o Pau de Arara. Em um Jipe percorreríamos algumas praias ao sul de Pipa, faríamos um passeio de jangada, desceríamos umas dunas de sandboard e terminaríamos o dia vendo um belo pôr-do-sol na Lagoa de Guaraíras.

O passeio sai por volta das 8:30 da manhã e termina em torno das 17:30. Apesar de caro (80 reais por pessoa), vale muito a pena, já que passa por lindas praias, cujos acessos são complicados para quem está a pé.

Algumas fotos do dia...

Chapadão


Transpondo um rio


Passeio de jangada


O pôr do sol mais bonito da viagem

De Pipa a Jacumã, uma aventura de ônibus

Estava chegando ao fim nossa passagem por Pipa. Era hora de levantar acampamento e partir em direção a Jacumã, na Paraíba. Como não estávamos de carro, a saída foi ir de ônibus, tarefa simples segundo a maioria.

Ao meio-dia partimos em nossa 1a condução, um ônibus rumo a Goianinha, uma cidade que fica à beira da BR-101, ainda no Rio Grande do Norte, de onde pegaríamos a próxima condução, rumo à capital da Paraíba.

Depois de uma hora de viagem, chegamos ao nosso primeiro destino. Andamos até o ponto onde pegaríamos o próximo ônibus e esperamos. Saímos de Pipa já com a passagem Goianinha - João Pessoa comprada, então era só questão de esperar, já que nosso lugar estava garantido.

O ponto onde esperamos o segundo ônibus é muito similar àqueles de filmes brasileiros que retratam o nordeste, e nós, dois alieníginas com mochilas enormes, éramos olhados com um pouco de surpresa.

Depois de alguma espera e muitos ônibus rumo ao Rio e São Paulo passarem, eis que surge o nosso. Aquele velho ônibus era uma bela visão no meio de toda aquela poeira.

Ônibus vazio, viagem tranqüila. Em duas horas e meia chegamos à rodoviária de João Pessoa. Já eram quase 5 da tarde. Ainda nos restava mais uma condução, uma intermunicipal até Jacumã, a 20km da capital paraibana.

Mais uma vez, de mochila nas costas, andamos até um ponto de ônibus. Esse ficava a uns 400 metros da rodoviária. Fomos informados que a cada meia hora saía um. Não deu outra, meia hora depois estávamos nós e um bolo de mochilas ocupando 4 lugares no veículo.

Pelo que o pessoal da pousada falou, seria uma viagem tranqüila. É impressionante como tranqüilidade é um conceito vago. O ônibus deve ter rodado João Pessoa umas três vezes, passou por não sei quantas cidades até que mais de uma hora depois chegamos a Jacumã. Agora só restava acertar chegar na pousada em meio a um breu total.

O maior problema encontrado para conseguir concluir a missão foi que a referência que nos foi dada não existe. Pelo menos não a encontramos durante todo o tempo que estivemos lá. Resultado: fomos parar no ponto final e tivemos que ligar para pousada a fim conseguir mais informação.

Esperamos o ônibus partir para sua viagem de volta e descemos em um lugar que nos disseram ser bem perto. Para complicar, com o cair da noite e a falta de luz na rua, mal podíamos ver a 3 metros a nossa frente. Descemos do ônibus e paramos num restaurante para pedir informação. Um sujeito, com pena da nossa situação, nos guiou através de um terreno abandonado até a pousada. Finalmente chegamos, depois de umas 5 horas. E assim chegamos ao nosso destino final. Restava um bom banho, comida e cama...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

A noite de Pipa

Dando continuidade à série de posts sobre Pipa, não posso deixar de falar sobre sua noite. Durante o dia, praticamente tudo está fechado. Em uma volta pelo centro, é capaz de não se encontrar qualquer restaurante aberto, mas conforme a noite vai caindo...

As pessoas voltam da praia, passam nas pousadas para um banho e depois é hora de aproveitar essa outra atração. Há uma diversidade muito grande de restaurantes e espaços de arte.

Devido ao grande número de gringos, existem várias opções de comida, todas em ambientes bonitinhos. Os preços que não são tão convidativos. Se quiser comer uma comida realmente gostosa, vai ter que pagar o preço (mas também não é nada do outro mundo).

Existem poucas opções de festa, mas quem procura, sempre encontra. Nós dormíamos cedo para poder aproveitar melhor o dia seguinte. Além disso, não tinha nenhuma atração que nos chamasse a atenção, por isso essa opção.

Para quem gosta de lembrancinhas de viagem, Pipa é um paraíso. Existem vários artistas locais de qualidade, com seus ateliês e seus espaços de arte. Como viajamos só com um mochilão. A idéia era carregar o mínimo de peso possível, por isso só compramos nosso imã.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Indecência

E eis que surge mais um escândalo no governo do PT. A ministra Matilde Ribeiro, responsável pela secretaria especial de política de promoção da igualdade social, gastou mais de 171 mil reais em seu cartão corporativo no ano passado. Entre os gastos estão compras em free shopping e cervejarias.

Com a maior cara de pau do mundo, ela justificou que usou por engano o cartão e que já teria devolvido o dinheiro das compras indevidas. Diante de tantos escândalos anteriores e negadas até o fim por outros petistas, fica difícil acreditar em mais uma história da carochinha.

Além disso, foi noticiado que já este ano, a mesma ministra teria gastos de 15 mil reais. Boa parte com aluguéis de carro em São Paulo. Segundo a própria, o aluguel foi gasto para que fossem feitos deslocamentos pela cidade. Mas de acordo com sua agenda, não havia compromissos na cidade durante esse período. Como eu gostaria de acreditar que a agenda da ministra anda desatualizada.

A indecência está institucionalizada em Brasília. A corja do PT meteu a mão na grana e acha que o dinheiro é deles. E o povo? Que povo?

É por essas e outras que quando houve o corte da cpmf, o governo entrou em desespero. Cortes nos gastos públicos nem foram cogitados. Sem a grana da cpmf, como vão pagar os respectivos cartões de crédito corporativo?

Reparem que estou questionando o uso do cartão de crédito de forma indevida. Nem entrei no mérito da função da secretaria existente. Para que serve? Isso seria assunto para outro debate...

Pensando bem, o que me resta nesse momento é tentar usar a meu favor a grana que pago em impostos. Quem sabe eu não consiga um cartão de crédito corporativo do governo também. Alguém, por acaso, tem algum amigo ministro que possa me ajudar?

As praias de Pipa

Pipa, ao sul de Natal, é distrito de Tibaú do Sul. Sua fama vem das praias e do clima despojado. Outrora terra de hippies, hoje é recando da classe média alta do Rio Grande do Norte e de outros turistas do resto do Brasil.

Existem várias praias por lá, mas basicamente há 4 mais famosas: Praia do Centro, Baía dos Golfinhos, Praia do Madeiro e Praia do Amor. Durante o tempo em que estivemos lá, tivemos a oportunidade de visitar todas elas.

A Praia do Centro é a de mais fácil acesso e fica logo em frente à cidade (já falei dela anteriormente). A Praia do Amor fica ao sul e tem bastante movimento de um lado, com suas barracas e espreguiçadeiras, e praticamente deserta do outro.


As praias do norte são as mais legais. Menos estrutura e mais vazias. No primeiro dia fomos à Baía dos Golfinhos. É uma praia de difícil acesso, com uma caminhada longa pelas pedras, com o mar de um lado e as falésias do outro. Dependendo da maré, a caminhada pode ficar ainda mais complicada, já que a faixa de pedras se torna bem menor.

Chegando lá, fica-se impressionado com a quantidade de golfinhos que vivem no local. É muito avistar os bichos. A única coisa ruim é que chegam muitos barcos de passeio com turistas, o que acaba os espantando.

O difícil acesso, além de tornar a praia deserta, faz com que não haja estrutura. Por isso, tínhamos que procurar sombras para poder ficarmos instalados.





A Praia do Madeiro é outro recanto dos golfinhos. Seu acesso é mais fácil, feito através de escadas pelas falésias. Isso faz com que fique mais cheia. Mas isso perto dos bares. Se você caminha um pouco mais para o norte, consegue ficar isolado. O grande número de coqueiros propicia boas sombras para ficar deitado curtindo o visual.


Tomei um pequeno susto nessa praia. Estava na água quando vi ao meu lado uma barbatana cinza. As chances de serem um golfinho eram enormes, mas preferi não arriscar e saí rapidamente do mar :-)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Chegando em Pipa

Conforme a viagem progredia, mais ansioso a gente ficava para conhecer novos lugares. Chegamos em Pipa com muito gás, porém com pouco tempo para aproveitar o dia. A viagem entre Natal e Pipa, apesar da pouca distância (80km), é um pouco demorada. Chegamos por volta das 16hs e como o sol nasce e se põe muito cedo nessa região durante o verão, tivemos pouquíssimo tempo para aproveitar o final do dia.

Corremos até a Pousada Gameleira, onde o Leonardo, dono do estabelecimento, nos recebeu muito bem. Durante todo o planejamento da viagem, quando ainda estávamos em Manaus, ele foi super gente fina e deu várias dicas por telefone sobre toda a região. Além disso, quando chegamos lá, ele colocou a gente em várias boas e fez com que não perdêssemos tempo com furadas.

Largamos nossas coisas e nos mandamos para a praia do centro, de onde subiríamos um morro para ver o pôr do sol.

A praia do centro é bem legal e varia de estilo conforme a maré. Na maré baixa, muitas pedras ficam de fora, formando algumas piscinas naturais e o canal fica seco. Mas quando a maré sobe, as pedras desaparecem e o canal enche e cria um visual ainda mais deslumbrante.

Com a maré baixa


O canal cheio

Do alto do morro, curtimos nosso 1a dia em Pipa com um pôr do sol bem legal. Outros ainda estariam por vir...

Genipabu

Ainda tínhamos esperanças de conseguir ir para Genipabu, ao norte de Natal. Mas a cidade estava tão cheia que, além de não conseguir encontrar restaurantes sem fila, também não conseguimos encontrar buggies disponíveis e tão pouco carros para alugar. A saída foi apelar para o bom e velho táxi.

Fechamos um preço com um taxista que nos levaria até as famosas dunas e depois nos deixaria na rodoviária, onde iríamos pegar um ônibus para Pipa, nosso próximo destino.

O taxista foi bem simpático e foi nos apresentando todas as praias de Natal ao norte de Ponta Negra. Demos uma rápida parada no forte dos 3 reis magos mas não entramos e nem conseguimos um bom ângulo para fotos (o melhor lugar para ver a construção seria do meio da ponte nova, mas o taxista falou que é proibido parar lá para fotos).

Depois de algum tempo chegamos a Genipabu. Corremos para ver as dunas e fazer sandboard. A praia é muito bonita, com um mar azul de um lado e dunas altíssimas de outro.


Do alto das dunas, a visão é melhor ainda. E é lá que fazemos o famoso sandboard local.




Para uma melhor idéia do tamanho das dunas, coloquei a foto abaixo:


A única coisa inusitada em Genipabu é um estranhíssimo passeio de dromedálio. Por conta das dunas, quando estamos de costas para o mar temos a impressão que estamos em um deserto. Daí, algumas pessoas tiveram a brilhante idéia de fazer passeios usando esses bichos africanos. Não pude deixar de registrar através de uma foto.


Como teríamos que pegar um ônibus por volta das 14hs para Pipa, saímos de Genipabu por volta do meio dia. Foi uma pena, porque sem dúvida, é um lugar lindo, talvez o melhor nas cercanias de Natal e vale a pena passar um dia inteiro vendo e aproveitando toda a beleza do local.